Havia portas, mas ele tentou entrar pela janela, que pavor. Não conseguiu, portanto, escalou o carro como se fosse um animal estranho, tal era sua habilidade. Foi tudo tão rápido, que perdi os detalhes. Estava distraída guardando os livros em minha bolsa. No desconforto, as pessoas saíram de seus lugares procurando um espaço seguro, inclusive eu. No murmurinho das falas ninguém se entendia, só se ouvia dizer – Fechem as janelas que é um assalto, escuta-se o barulho da ansiedade ao fecharem as janelas, antes que ele tentasse uma nova entrada, não sabíamos se estava sozinho, pensei estamos cercados.
O motorista parou o carro por alguns minutos, para entender o acontecido. Ouvi gritos de passageiros - Segue o bonde não pára, se ele estiver encima do ônibus vai cair, mas o danado era rápido, antes que o motorista trocasse a marcha havia sumido. Não vi como ele desceu. Assim como eu, algumas pessoas trocaram de lugar, ao meu lado senta-se uma moça, tal era seu pavor, compartilha comigo.
Faz duas vezes que pego essa linha, estava sentada no banco da frente, o delinqüente tentou entrar pela janela do cobrador, sendo atingido por um golpe de braço. Desceu duas paradas depois.
Era um menino branco, jovem, não vi seu rosto, apenas a metade de seu corpo, pendurado no ônibus, usava calça Jeans preta e um moletom cinza. Possivelmente dependente químico.
Que tristeza!!!! A droga atingiu sua mente, tomou sua vida, comanda os seus passos. Não sente frio, não sente fome, perdeu o afeto por todos, contamina a sociedade.
Pegar essa linha de ônibus no final da tarde tornou-se perigoso.
O motorista parou o carro por alguns minutos, para entender o acontecido. Ouvi gritos de passageiros - Segue o bonde não pára, se ele estiver encima do ônibus vai cair, mas o danado era rápido, antes que o motorista trocasse a marcha havia sumido. Não vi como ele desceu. Assim como eu, algumas pessoas trocaram de lugar, ao meu lado senta-se uma moça, tal era seu pavor, compartilha comigo.
Faz duas vezes que pego essa linha, estava sentada no banco da frente, o delinqüente tentou entrar pela janela do cobrador, sendo atingido por um golpe de braço. Desceu duas paradas depois.
Era um menino branco, jovem, não vi seu rosto, apenas a metade de seu corpo, pendurado no ônibus, usava calça Jeans preta e um moletom cinza. Possivelmente dependente químico.
Que tristeza!!!! A droga atingiu sua mente, tomou sua vida, comanda os seus passos. Não sente frio, não sente fome, perdeu o afeto por todos, contamina a sociedade.
Pegar essa linha de ônibus no final da tarde tornou-se perigoso.
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