Geração Ritalina.
Em maio do ano corrente, o jornal Zero-Hora traz uma reportagem com o seguinte título, A geração movida a Ritalina, pílula da sala de aula. De acordo com a reportagem, estudantes recém formados no ensino médio estão fazendo uso do medicamento sem receita e acompanhamento de um profissional, para superar a alta concorrência no vestibular. O principio ativo é metilfenidato, substância que estimula o córtex pré-frontal, área responsável por vários neurotransmissores, um deles chamado dopamina, aumentando o poder de concentração em até 10% ou 20%.
Sabe-se que muitas vezes estudantes são colocados em situações de confronto e concorrência permanente. Devido a isso, eles são influenciados a buscar meios que os ajude a vencer essas barreiras impostas pela própria sociedade, e dispostos a tudo para a realização de um sonho, com atitudes inconseqüentes, fazem o uso deliberado dessa droga, sem medir suas conseqüências que são: surtos psicóticos, mudanças bruscas de comportamento e humor e ataque cardíaco.
Se um ou outro vestibulando faz o uso dessa medicação é porque tem acesso a comprimidos, seja com amigos ou até mesmo obtendo em farmácias com receitas concedidas por “médicos”. O ideal seria um controle rigoroso dessa medicação, fato este que não ocorre. O ser humano, de um modo geral, tem recorrido a uso de muitas drogas, seja por depressão, ansiedade, ou até mesmo para alcançar certos objetivos com a ajuda “milagrosa” de medicamentos, os quais, na bula, garantem o efeito de tranqüilidade, concentração, alívio do estresse, entre outros benefícios. Entretanto, não refletem que o uso contínuo e sem acompanhamento médico pode causar efeitos contrários ao que se espera. Obviamente, acredita-se que ninguém tome uma medicação para ficar pior do que está, mas sim para melhorar. Mas só isso não é suficiente para conscientizar as pessoas que adotam esse meio como forma de ajuda “rápida” para obter um bom resultado, por exemplo, em uma prova de vestibular ou em um concurso público.
A melhor forma de se viver em um mundo globalizado e com tantas desigualdades, estas de diferentes gêneros, é fazer exercícios físicos, manter uma alimentação equilibrada e saudável, ter horários de lazer, manter uma rotina de estudos prazerosa, conviver com amigos e familiares. Pergunte aos seus avôs se eles conhecem a Ritalina. Como a reportagem sugere, “a geração movida a Ritalina”, ou seja, a nossa geração.
Autora: Veronice Fernandes
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